quarta-feira, 20 de junho de 2018

OFICINA DE PANC - Plantas Alimentícias não convencionais - 30/6/18 (sáb.) - 14h no ITS, Instituto Território do Ser, butantã

A OFICINA DE PANC (os matos comestíveis) traz a proposta para aprender a reconhecer o que nasce espontaneamente em seu quintal, horta, jardim, nas frestas de calçadas, parques, etc. Plantas estas comestíveis, medicinais à disposição de todos. Aprenda a utilizar as PANC em sua alimentação, trazendo mais saúde, sabores variados e incríveis, mais nutrientes, novas experiências de texturas, cores, flores comestíveis em sua mesa. É a ABUNDÂNCIA e generosidade da Mãe Terra em nossa alimentação.

- Identificação e apresentação das PANC
- Algumas dicas sobre propriedade medicinais
- PASSEIO de reconhecimento das PANC na praça e coleta de mudas pelos arredores do espaço
- DEGUSTAÇÃO: cumbuquinhas de arroz japonês da Regina, com molho de missô, azeite, gergelim, capuchinhas (Tropaeolum majus) ; bolo de cacau, maçã e mascavo de uva japonesa, Hovenia dulcis, e salada & flores comestíveis com molho de maçã de elefante, Dillenia indica (cítrica)
Recomendação: levar câmera fotogrática para registrar as PANC, caderno para anotações e caneta
Facilitadora: Regina Y. Fukuhara - artista plástica, especialista em PANC, cozinheira. Ministra aulas de PANC e é voluntária na horta da escola guarani na aldeia Tekoa Ytu no Jaraguá. Mais informações sobre as PANC (fotos das plantas, receitas, dicas, informações...) em seu blog: www.saboresdomato.blogspot.com

VAGAS LIMITADAS!
Investimento R$ 80
inscrições no evento do facebook:
https://www.facebook.com/events/450107155406402/ 

local: ITS Istituto Território do Ser
rua prof. Campos de Almeida, 180 - Jd. Bonfiglioli - próx. à Praça Elis Regina/Corifeu
sáb. 30/6/18 - das 14h as 17h

cumbuquinhas de arroz japonês com molho de missô e panc, criadas para a Roda de PANC na Livraria da Vila no ano passado

cumbuquinhas da Regina

Bolo de cacau e mascavo de uva japonesa

Oficina de PANC & Suco Verde na horta É hora da Horta na Casa Verde, degustando a palma - 16/6/18


Oficina de PANC no ITS, Instituto Território do Ser - 21/4/18

Identificando as PANC, dinâmica de reconhecimento - 21/4

Oficina de PANC no ITS no Butantã - 21/4

Passeio guiado na praça para reconhecimento das PANC - 21/4

Procurando as PANC na praça em frente ao ITS

identificando os matos comestíveis que são medicinais também

Dente de leão, radite, picão preto, tanchagem... várias PANC nascendo espontaneamente nas ruas de São Paulo

quinta-feira, 14 de junho de 2018



Oficina de PANC no Mackenzie, 2018
UVA JAPONESA, Hovenia dulcis

Esta é uma árvore com quem tenho certa intimidade, digo "quem" pois considero as plantas  pessoas praticamente kkkk. Com certeza é um ser vivo, mas para mim representam mais do que isso...

Fez parte da minha infância e juventude... as uvas caíam no chão, mas me lembro que a gente pouco aproveitava, pois nem sabia como consumí-la... Me lembro das lindas orquídeas que estavam agarradas a ela. Enfim... hoje em dia dou a maior importância a essa linda árvore, com uma abundância incrível de frutos muuuuito doces, incrivelmente doce, tanto que o nome científico é Hovenia dulcis.

coletando uvas japonesas no Mackenzie
Mês passado fui convidada para palestrar na Semana Acadêmica de Ciências Biológicas no Mackenzie, a primeira coisa a notar quando entrei no campus foi uns galhos de uva japonesa caídos no chão e sendo varridos, fui logo correndo pegá-los... Durante a oficina de PANC, passeamos no campus e achei uma outra árvore, a caferana, Bunchosia armeniaca, já publicada neste blog.

estudantes do Mackenzie coletando uvas japonesas no campus

No final do passeio guiado no campus, vimos na entrada da Maria Antonia, umas árvores muito altas, e sob elas algumas arvoretas com várias uvas um pouco mais secas penduradas, bem, não precisa dizer que foi a festa para mim e para os estudantes que participavam da minha oficina...

Pode-se fazer um mascavo de uva japonesa, pois estas, quanto mais secas, mais doces ficam, e o sabor lembra algo como uva passa mesmo e talvez um sabor de damasco. Só deixar secar ao sol ou no forno quente desligado, quando estiver quase seco triturar ao liquidificador. Pronto, só usar na receita do bolo no lugar do açúcar mascavo, ideia que o Valdely Kinupp dá no seu livro de PANC.

Estamos exatamente na época de coletar uvas japonesas pela cidade... Vamos à caça kkkkk

uva japonesa, Hovenia dulcis, no jardim em frente ao CCSP, 2018


secando as uvas japonesas ao sol

o mascavo de uva japonesa, ideia do livro de PANC do Valdely Kinupp

bolo de maçã, cacau e uva japonesa

saladinha de cacau verde cru com uva japonesa e salsinha

sexta-feira, 1 de junho de 2018

PRÓXIMA OFICINA DE PANC - Plantas Alimentícias não Convencionais com Regina Fukuhara

data: 9/6/2018 - das 14h as 17h, sábado

local: av. Conselheiro Carrão, 2349 -sala 5
A OFICINA DE PANC (os matos comestíveis) traz a proposta para aprender a reconhecer o que nasce espontaneamente em seu quintal, horta, jardim, nas frestas de calçadas, parques, etc. Plantas estas comestíveis, medicinais à disposição de todos. Aprenda a utilizar as PANC em sua alimentação, trazendo mais saúde, sabores variados e incríveis, mais nutrientes, novas experiências de texturas, cores, flores comestíveis em sua mesa.

- Identificação e apresentação das PANC
- Algumas dicas sobre propriedade medicinais
- Passeio de reconhecimento das PANC e coleta de mudas pelos arredores do espaço 
- Preparo culinário de temaki de PANC, degustação de salada PANC, bolo salgado de PANC e uma sobremesa surpresa
- Kombuchá para doação (caso queira uma colônia, favor informar na inscrição)

Recomendação: levar câmera fotogrática para registrar as PANC, caderno para anotações e caneta

Facilitadora: Regina Y. Fukuhara - artista plástica, especialista em PANC, cozinheira. Ministra aulas de PANC e é voluntária na horta da escola guarani na aldeia Tekoa Ytu no Jaraguá. Mais informações sobre as PANC em seu blog: www.saboresdomato.blogspot.com

VAGAS LIMITADAS! 

Investimento: R$ 100,00
Inscrição: enviar email para Marcio Ueta, confirmação após envio de depósito bancário.
Caso tenha restrição alimentar (se é vegano, intolerante a gluten ou lactose), favor informar na inscrição.

Inscrições com Marcio Ueta:
ueta2272@gmail.com
tel.: 9 7403-7100



Oficina Experiência Sensorial com as PANC na Horta das Corujas - 15/5/2018

Oficina de PANC na Semana Acadêmica de Ciências Biológicas - Mackenzie - 17/5/2018

Oficina de PANC no Mackenzie - 17/5/2018

Oficina: a Utilização das PANC na culinária - O Bicho Biotrips, 2017

Oficina de PANC - O Bicho Biotrips, Turismo ecológico, 2017


terça-feira, 22 de maio de 2018

VIAGEM GASTRONÔMICA COM PANC A SALESÓPOLIS

No 2º semestre do ano passado recebi um convite do Eliel Bragatti para conhecer o Sítio Toca da Onçasitiotocadaoncaacampamentos.blogspot.com.br em Salesópolis, mas a viagem não vingou em 2017. Porém agora neste mês consegui realizar a visita para mudar um pouco de ares e passar alguns dias em meio à natureza.

O intuito era apenas de conhecer o espaço para futura Oficina de PANC, fazer identificação dos matos comestíveis, mas foi bem mais do que isso... Visitamos os sítios vizinhos, vimos que eles já cultivam algumas panc mais conhecidas como capuchinha, Tropaeolum majus, e peixinho da horta, Stachys byzantina. No sítio do seu Chico colhemos algumas camélias para preparar uma salada de bifum com cogumelo shitake, folhas de cenoura, cenoura, gengibre e para decorar, algumas pétalas de camélia, também vimos o chuchu de vento e voltamos com uma sacola cheia dessa panc. Com o chuchu de vento, Cyclanthera pedata fizemos um refogado com capiçoba, Erechtites valerianifolius, centelha asiática e folhas de cenoura. Os pratos foram preparados junto com meu parceiro das PANC Wagner Gil com uma mãozinha do Eliel, regados com muuuuuita conversa.

Ganhamos uma sacola de cambuci do seu Jorge, vizinho do sítio Toca da Onça, do qual fizemos um mousse maravilhoso com leite de cabra que compramos em outro sítio vizinho.

No almoço da despedida fizemos abóbora que ganhamos nessas visitas, uma batata temperada com molho de azeite com alho, tanchagem, Plantago australis, salsa, manjericão, decorada com pétalas de hibisco colibri e omelete de ovos compradas na vizinhança também com tanchagem, folhas de cenoura, pimenta, pimentão cambuci... Estava tudo perfeito.

Além dessas experiências gastronômicas, pudemos no primeiro dia andar no meio da floresta, sem luz, na escuridão completa, apenas confiando que estávamos na trilha certa... depois contemplar um céu mega estrelado, fazer plantios nos canteiros agroflorestais, compartilhar nossos jantares com o Jorge que sempre aparecia de noite para contar seus causos extravagantes.


Enfim... Aprendemos também nas conversas com o Jorge um pouco sobre plantas medicinais e outros conhecimentos... No sábado ele tinha deixado um palmito de taboa que preparamos junto com refogado de folhas. Gratidão ao Eliel pelo acolhimento... as PANC unindo pessoas, criando vínculos novos e novas possibilidades...


café da manhã no Sítio Toca da Onça em Salesópolis

Batata à moda da Regina, com molho de tanchagem decorada com hibisco colibri

Coletando flores de camélia para algum preparo culinário no sítio do Chico

Chuchu de vento ou maxixe peruano na horta do Chico

Refogado de palmito de taboa, chuchu de vento, capiçoba, centelha asiática e folhas de cenoura

A foto oficial da visita com o "logo" do sítio Toca da Onça, com o Wagner e Eliel

Fogão a lenha, o fogo sagrado que aquece, une e prepara o alimento, saudades da minha infância

No café da manhã, comemos o inhame do brejo, uma delícia, receita ensinada pelo Jorge

Na hortinha do Chico, encontrando algumas PANC

Mousse de cambuci com leite de cabra, omelete com pimentão cambuci, tanchagem, pimenta, folhas de cenoura... tava uma delícia, obra do Wagner

Batata colorida com a mata no fundo

Dia do plantio de PANC nos canteiros agroflorestais

Prato do dia da despedida

Flor com folhas rosadas do pé de caqui, fotos: Wagner Gil




sábado, 24 de março de 2018

URTIGA MANSA, Boehmeria caudata

Fazendo trabalho voluntário na aldeia Tekoa Ytu e Tekoa Itakupe, me deparei com essa planta bem comum da mata atlântica, suas folhas podem ser consumidas escaldadas e depois refogadas, em cremes, sopas, patê, bolo, etc... Seu sabor me lembra espinafre refogado.

Segundo Kinupp altamente nutritiva, rica em proteínas e alto teor de fósforo, ainda possui cálcio, zinco, cobre, ferro e boro. Ele diz que no centro-oeste é chamada de assa-peixe, pois suas folhas empanadas e fritas adquirem um sabor de peixe.

Para reconhecê-la repare em suas flores em cachinhos pendentes quase como uma espiguinhas... As suas folhas chegam a ser muito grandes, acho que as maiores que vi chegavam a uns 20 cm de comprimento, são meio ásperas...

Em sua composição química encontra-se óleo essencial nas flores, que em tintura pode substituir a arnica segundo Coimbra-Diniz da Silva (https://therapeutesmagazine.com/boehmeria-caudata/).


Receita de chapati sem gluten

1 xíc. (chá) de farinha de aveia
1 xíc. (chá) de quinoa em flocos
¼ de xíc. (chá) de linhaça moída, deixe de molho com água até cobrir por uns 20-30 minutos
½ xíc. (chá) de urtiga mansa fervida por uns 3-4 minutos, escorridas e batidas no liquidificador
sal a gosto
¼ xíc. (chá) de óleo de girassol
água até dar liga

Misturas os ingredientes secos com o óleo, a urtiga, a linhaça e amasse, acrescente a água aos poucos até formar uma massa bem firme, regue com um fio de óleo por cima da massa e deixe descansar por 10 minutos.

Pegue pequenas bolinhas como almôndegas e amasse com um rolo, deixe com uns 0,5 centímetro de altura e passe na frigideira até corar.

Urtiga-mansa, Boehmeria caudata na aldeia Tekoa Ytu, 2017

Urtiga-mansa na aldeia Tekoa Ytu no Jaraguá, 2017

Urtiga-mansa com suas "espiguinhas", flores pendentes, 2017

Chapati sem gluten de urtiga-mansa com geléia amarga de limão e caferana, Bunchosia armeniaca

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

ERVA-DE-JABUTI, XIMBUÍ, PEPERÔMIA,  Peperomia pellucida

A primeira vez que vi uma erva-de-jabuti, era uma planta minúscula que a Neide Rigo nos mostrou na City da Lapa, depois a encontrei no SESC Interlagos e certa noite caminhava na av. Brigadeiro Faria Lima, algo puxou meu olhar para um canteiro no meio da calçada, como se eu soubesse o que ia encontrar lá, de noite com pouca claridade... percebi uma plantinha, como se estivesse me chamando... Fiquei tão contente em encontrá-la de novo... Tirei umas 2 mudas e plantei em casa, ela ficou durante um tempo e morreu, plantei outras vezes e ela morreu, decidi que se tivesse de nascer, agora seria por semente, mas sempre passava no mesmo lugar pra saber se elas estavam lá na avenida até que um dia tiraram todas as plantas do canteirinho e plantaram grama amendoim no lugar.

Finalmente percebi um dia que tinha nascido uma mudinha no meu vaso de suas sementes, fiquei tão feliz. É uma planta muito linda.

Esta é uma panc parente da pariparoba, pra mim é uma mini pariparobinha...kkkk Pertence à família das piperáceas, das pimentas. É nativa do norte e nordeste do Brasil. Tem suas folhas em coração são brilhantes possuem "espiguinhas" (sementes), não crescem muito, de 20-40 cm. Segundo Harri Lorenzi em seu livro de plantas medicinais diz que no norte do país é usada como hipotensor e forte diurético em infusão, em emplastro contra prurido e que na literatura etnofarmacológica, é usada no combate à tosse e dor de garganta.E ainda como preventiva do infarto de miocárdio. Cita ainda usos pelos indígenas das Guianas em mistura com leite para curar gengivite, dores de dente e outras afecções bucais, e para curar feridas e chagas.

No livro PANC, Kinupp fala de seu uso na culinária crua ou refogada e que popularmente seu chá é usado para controle de colesterol e hipertensão.

O sabor é forte, mas não consegui descrever aqui... sendo uma piperácea eu recomendaria usar apenas como condimento...



Erva-de-jabuti ou peperômia, em um canteiro na calçada da av. Brigadeiro Faria Lima, 2016




Erva-de-jabuti, Peperomia pellucida, no Paraíso, na rua do hospital do câncer, 2018




Erva-de-jabuti nascendo nas calçadas de São Paulo, sempre uma alegria encontrá-las, 2018

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

ORA-PRO-NOBIS, LOBROBÓ, Pereskia aculeata e ORA-PRO-NOBIS ARBÓREA, Pereskia grandifolia



Esta planta ganhou este nome porque dizem que era colhida no quintal de uma igreja, onde o padre rezava: Ora pro nobis, em latim, que significa em português, orai por nós.



A ora-pro-nobis pertence a família das cactáceas, dos cactos, por isso possui muitos espinhos, planta extremamente resistente, podendo ser multiplicada através de seus galhos, por estaquia. A ora-pro-nobis, Pereskia aculeata possui lindas flores brancas com miolo amarelo e alaranjado, se você não tem muito espaço em seu jardim ou quintal, recomendo plantá-la em um grande vaso ou bem próxima ao muro, pois costuma soltar galhadas que necessitam ser podadas de tempos em tempos. Suas flores, folhas e frutos são comestíveis. Suas folhas são ricas em proteínas, manganês, zinco, sódio e ferro, podendo ser consumidas cruas ou refogadas, em suco verde, de seus frutos, pode-se fazer sucos e geleia e possuem vitamina C. O prof. Kinupp recomenda consumir as flores salteadas na manteiga.



Já a ora-pro-nobis arbórea possui flores rosas e espinhos (acúleos) muito longos e pretos, parecendo uma agulha. Usada muitas vezes como cerca viva por sua beleza e por causa de seus espinhos longos, ajuda a proteger as propriedades. Uso recomentado: refogar as folhas e saltear as flores, seus frutos não são comestíveis.



Eu costumo usar algumas folhas picadas na hora de amassar o pão, também podem ser trituradas no liquidificador para dar coloração verde à massa do pão. As folhas das 2 ora-pro-nobis podem ser usadas em ensopados, molhos, tortas, cozidos, etc.

Encontrei alguns exemplares desta última no Pacaembu e no Alto da Lapa.

Ora-pro-nobis ou lobrobó da Horta das Corujas
Ora-pro-nobis, Pereskia aculeata com flores, foto da internet

Ora-pro-nobis arbórea, Pereskia grandifolia, com flores rosa no Alto da Lapa

Ora-pro-nobis arbórea no Alto da Lapa