sexta-feira, 7 de outubro de 2016


FLORES DE SABUGUEIRO, Sambucus nigra

Em um dos Passeios guiados da Neide Rigo, nutricionista e colunista do Caderno Paladar do Estadão, conheci o sabugueiro em sua horta comunitária de temperos na City da Lapa... as florezinhas brancas caem em cachos, lindos! E as abelhinhas as adoram... Seu cheiro é incrível, sabor delicioso... A Neide nos preveniu que as flores são tóxicas, mas que poderíamos comer se for só um pouquinho... um cheiro adocicado maravilhoso. Naquele dia havia uma professora de culinária italiana que me contou que na Itália se come as flores empanadas, pois quando esquentadas, perde a toxicidade.

Depois dessa aula fiquei de olho nos sabugueiros da cidade, muito procurei até conseguir encontrar meu primeiro sabugueiro, no Alto das Lapa, tinha alguns galhos floridos e não tive dúvidas, as flores seriam usadas em algum prato ainda a ser inventado, colhi alguns galhos floridos e trouxe para casa.

Resolvi então fazer um sorvete de bananas e morangos congelados, com um pouco de mel, alguns galhinhos de mastruço rasteiro (Coronopus didymus), erva esta já publicada anteriormente. E para decorar e refinar o sabor, flores de sabugueiro passados na manteiga, salpicado com algumas florezinhas brancas do sabugueiro.

No livro Plantas Medicinais de Harri Lorenzi, ele cita a planta cujos usos remontam a Idade da Pedra. As flores e frutos são usados contra resfriados, sinusite e para eliminação de secreção e a casca, para artrite. As folhas são tóxicas, não devem ser utilizadas oralmente, contém um glicosídeo cianogênico tóxico.

Flores de sabugueiro na Praça Nova Lapa, outubro/2016

Flores de sabugueiro colhidas no Alto da Lapa, outubro/2016

Sabugueiro, Sambucus nigra, no Alto da Lapa

Sorvete de banana, morango, mastruço rasteiro e flores de sabugueiro

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