sexta-feira, 22 de julho de 2016


LÍNGUA-DE-VACA, LABAÇA


Em um passeio guiado da Neide Rigo, fui apresentada à uma língua-de-vaca ou labaça (Rumex obtusifolius) dentro do Parque da Lapa, colhi algumas folhas e comi na salada junto com outras hortaliças cruas. Tinha um sabor nada notável.

Eu estava em dúvida se iria conseguir reconhecê-la novamente, e enfim não faz muito tempo, encontrei lindos exemplares na aldeia indígena, Tekoa Ytu, durante o trabalho de horta da escola guarani no Jaraguá. Já essas línguas-de-vaca da aldeia possuem sabor muito forte, dificilmente aceitável para meu paladar, comer crua. Dependendo da qualidade do solo e outras variantes, o sabor das plantas pode mudar consideravelmente.


Língua-de-vaca, Rumex obtusifolius na aldeia  guarani Tekoa Ytu, maio/2016

Descobri também que a Horta das Corujas possui uma grande quantidade de língua-de-vaca crescendo plenamente, com folhas muito grande que chegam a se confundir com o confrei. Para a Oficina de Identificação de panc's no mutirão da Horta das Corujas, que ocorreu em junho/2016,  resolvi fazer um patê de ricota e folhas de língua-de-vaca batidas no liquidificador, cruas mesmo já que essas tinham um sabor muito suave. Temperei apenas com sal e azeite, quem provou gostou, tinha um sabor bem suave, diferente da azedinha, a Rumex acetosa, que tem um sabor azedo, digamos meio cítrico.

Também encontrei algumas mudas da labaça nascendo na praça Waldermar Ortiz em frente ao terminal de ônibus Butantã.


Língua de vaca ou labaça na aldeia Tekoa Ytu no Jaraguá, maio/2016



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