segunda-feira, 15 de agosto de 2016


PICÃO BRANCO, Galinsoga parviflora, G. Quadriradiata e PICÃO PRETO, Bidens pilosa, B. alba



Desde a época de criança me lembro dessas plantas sempre presentes na horta da casa da minha mãe. O picão branco atraia meu olhar pelas suas minúsculas florzinhas que lembravam um pouco a uma margarida branca, minha flor predileta. E o picão preto, como não se lembrar de suas inúmeras sementes grudando na nossa roupa quando passávamos por perto dela? Até hoje continuo tirando suas sementes de minhas roupas.

Picão-branco, Galinsoga parviflora, Osasco, agosto/16

Na Colômbia o picão branco é chamado de guasca ou gua em Quéchua, muito usada na culinária andina, tem leve sabor de alcachofra após ser refogado. Muito rico em cálcio, ferro, riquíssimo em magnésio, além de boas doses de fósforo, manganês, sódio, zinco e cobre segundo dados de Valdely Kinupp no livro PANC – Plantas Alimentícias não Convencionais. Refogue como se fosse uma couve os galhos com folhas e flores. As folhas secas moídas podem ser guardadas e consumidas mais tarde. O chá de suas folhas é usado na medicina popular para doenças broncopulmonares, segundo Harri Lorenzi, no livro Plantas Medicinais.


Picão-branco, Osasco, em um canteiro na calçada, agosto/16


Picão-branco refogado com alho, delicioso sabor de alcachofra


Já o picão-preto, para mim, é uma farmácia viva: é muito utilizada em banhos em bebês quando estão com icterícia; em chá com gengibre e limão para combater febre, tosse e gripe. Também para curar laringite, hepatite, é vermífuga, para diabetes, disenteria, problemas no fígado... É anti-inflamatória, antibacteriana, antibiótica, antimicrobiana e antioxidante. Segundo Kinupp é riquíssimo em cálcio, fósforo, sódio e magnésio, além de boa fonte proteína, fibras, de ferro, manganês, cobre e zinco. As folhas jovens podem ser consumidas cruas em saladas ou refogadas.


Picão-preto, Bidens pilosa, estacionamento na rua Paim,  junho/16



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