terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

CRISTA DE GALO, Celosia argentea

CELÓSIA, CRISTA DE GALO, ESPINAFRE AFRICANO, Celosia argentea

 

PANC nativa da Índia. Tem flores cor de rosa como espigas, dentro delas se encontram muitas sementinhas pretas que são comestíveis que podem ser usadas em biscoitos, pães, cozidas com arroz. Suas folhas são maiores quando a planta é jovem, quando começa a florir, as folhas ficam com tamanho menor para dar mais energia para a produção de sementes... colha as folhas mais jovens para refogar. Suas folhas são verdes e possuem manchas vermelhas, ao cozinhar com arroz, vc perceberá que o arroz ficará com manchas vermelhas da folha. Segundo Valdely F. Kinupp, suas folhas tem uma proteína chamada sokotein que é utilizada como suplemento alimentar.

 

Os botões florais das variedades ornamentais são comestíveis refogadas, quando ainda estão bem novas.

 

Boa fonte de cálcio e iodo. Contém ainda ferro, fósforo, vitamina A e C.

 

A celósia é consumida tradicionalmente na África Central e Ocidental, onde costuma-se colher as folhas antes da floração para o consumo. Também é consumida na Indonésia e Índia. 

 

No Brasil é cultivada como planta ornamental. Depois de florir, suas inúmeras sementes darão uma grande quantidade de novas plantas.

 

Se você participa de Encontro de Trocas de Mudas e Sementes, são ótimas suas sementes para serem trocadas por outras plantas. Se em sua cidade não possui este encontro, por que não criar um Encontro de Trocas de Mudas em algum local público como Associações, parques ou praças?

 

 
 

       Mudinhas da celósia com suas folhas verde com manchas vermelhas

              Na Horta das Corujas, Vila Madalena

               

              
 Fonte de pesquisa:

 

Plantas Alimentícias não Convencionais (PANC) no Brasil, Valdely Ferreira Kinupp e Harri Lorenzi, Editora Plantarum

Internet: Bernheim Forest & Arboretum, Planta comestível em destaque para jardim: Celosia 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

CASTANHA DO MARANHÃO, Pachira glabra e MONGUBA, Pachira aquatica

CASTANHA DO MARANHÃO, mamorana, castanha de praia, cacau selvagem,  Pachira glabra

MONGUBA, embiratanha, cacau selvagem, Pachira aquatica 

 

Estive na passagem de ano para variar, em Bauru na casa da minha irmã Naomi, e em um passeio pelo condomínio para coletar uma jaca e mangas coquinho, descobri no caminho a castanha do maranhão, Pachira glabra, seu tronco é verde, as folhas são divididas em 5 ou 7 folíolos, as flores, o que mais se nota é um  tipo de penacho branco.

 

É uma árvore nativa da Mata Atlântica, do Maranhão ao Rio de Janeiro, ocorrendo também na Amazônia e é uma árvore de pequeno porte de 4 a 6 metros de altura. Frutificação: fevereiro a março*

 

                              Castanha do Maranhão no condomínio em Bauru
 

 Notei que no chão estavam caída vários frutos verde e recolhi os frutos para trazer para casa. Mas antes eu e minha sobrinha Susan resolvemos tirar as castanhas, batendo uma na outra, daí o fruto se abre. Tiramos a casca de algumas e fatiei e outras só cortei ao meio e torramos no forninho elétrico.

 

Achei que o sabor dos pedacinhos mais torradinhos estavam com sabor de amendoim. Também pode consumir cozida.

 

                         Frutos abertos com as castanhas no interior
 

                          Castanhas torradas
 

                  Frutos verdes com flores brancas, aqui no caso, as pétalas já tinham caído, e são muito discretas, então essa parte branca é a parte central da flor

 

Outra árvore que tem o fruto semelhante é a monguba, Pachira aquatica, porém em suas flores, essa parte central que parece um penacho tem coloração vermelha e seu porte é maior chegando a 14 metros de altura. É nativa da região amazônica e Maranhão.

Quando estive no Tibá Rio em Bom Jardim para o meu curso de PANC, em 2024, consegui algumas sementes para experimentarmos na aula, e o sabor lembrava amêndoas, mesmo crua. Esta pode ser consumida crua em pequenas porções. Suas sementes contém amido, proteína e lipídios, pode ser usadas para preparos de paçocas, bolos, farofas, etc, segundo Valdely Kinupp em seu livro PANC. 

 

Por coincidência, logo depois que retornei da viagem de Bauru, fiz uma caminhada nos arredores do meu bairro, Parada Inglesa, e encontrei a monguba com flores.

                            Monguba na Parada Inglesa/ZN de São Paulo
 

                   As flores com cor avermelhada
 


                           Castanhas da monguba do Tibá Rio em Bom Jardim/RJ

 

*fonte: Colecionando Frutas, site do Helton Josué